segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Post explicativo

Há alguns meses (5, pra ser mais específica), eu não faço nenhum texto pra ser publicado por aqui. Portanto, voltarei a escrever, só que desta vez a partir de tópicos. Dessa forma, se o tópico for beleza (como será o primeiro, que postarei em breve), destrincharei tudo o que penso sobre isso, seja com relação a mim ou a outras pessoas. Espero que, assim, eu consiga manter a atualização de posts e que o blog não caia, mais uma vez, em esquecimento.

Grata,

Celina Modesto.

sábado, 27 de março de 2010

Meio Ambiente? Real Soluções





Em João Pessoa-PB, e com assessoria em todo o Estado da Paraíba, você conta com a REAL SOLUÇÕES , uma empresa que se preocupa com as questões ambientais e possui profissionais (equipe multidisciplinar rigorosamente qualificada) na área de meio ambiente, com sólida experiência no mercado de consultoria, serviços e desenvolvimento de projetos ambientais.
A REAL SOLUÇÕES atende a necessidade do empresário, minimizando a burocracia documental de sua empresa, pois muitas, ou melhor, a maioria das empresas devem estar adequadas às leis ambientais, de modo que não se torne um empecilho para seu crescimento financeiro, a exemplo dos autos de infração.
Nossos serviços: licenciamento ambiental de qualquer tipo de empreendimento, consultoria ambiental, EIA – Estudo de Impacto Ambiental, rima- relatório de impacto ao meio ambiente; PRAD – Projeto de Recuperação de Área degradada, PAC - Plano de Controle; LO- Licença de Operação, LI- Licença de Instalação, LP- licença Prévia, vistoria prévia, teste de estanqueidade, entre outros vários serviços.
Trabalhamos com Licenciamento Ambiental de qualquer tipo de empreendimento. Atuamos na área da Construção Civil, terceirização de mão de obra e Produção de Eventos.

Fábio Carvalho

Ligue e confira: (83) 3045-8485

domingo, 21 de março de 2010

Para meu pai

Nunca fui das melhores no quesito "expressão". Sempre que quero dizer uma coisa, acabo dizendo outra e, pra desdizer essa outra coisa, fica muito complicado e aí eu desisto.
Por isso, prefiro me comunicar via escrita. No blog, ou por e-mail, ou até mesmo no msn. Nesses, eu posso apagar algo mal "dito" ou até mesmo dizer algo que não conseguiria pessoalmente. Apesar de achar o pessoal melhor e mais eficaz, o escrito me ajuda a externar tudo o que ferve dentro.

Tudo isso só pra dizer que sinto muito. Meu coração dói a cada batida, a cada ar que invade os pulmões e a cada encontrar de pálpebras. Não me sinto só, mas uma parte de mim definitivamente se foi. E uma parte que, até então, não sabia que faria tanta diferença em minha vida. E estou sendo extremamente sincera ao admitir isso. É vazio, é dor, é saudade. Principalmente saudade. Mas, também, alívio. Sofrimento que, finalmente, cessou.

Eu tinha conhecimento do meu egoísmo. Mas, não sabia o tamanho. Agora sei o quanto posso ser egoísta e não gostei nada disso. A gente se apega a pessoas, situações e objetos de uma maneira tão estranhamente macabra que dá... medo. Um certo tempo passa, a mistura de sentimentos vai acalmando e a clareza vai abrindo o caminho em meio a tanta tormenta.

Ainda não estou totalmente bem, longe disso. Mas, sei que vou melhorar. Vai demorar, mas vou sim. Ao menos o conforto já está em 50%. A falta danada é que vai demorar mais. Muito mais. E, pra isso, nem conforto há.

Mas, os amigos estão ajudando. Sei quem está comigo quando precisar e, a eles, serei eternamente grata.

Então, pra você, Pai, editei um poema lindo de um cara chamado Maiakóvski que conheci graças ao twitter (quem diria?) de uma garota brilhante. Segue:


A SIERGUÉI IESSIÊNIN

MAIAKÓVSKI

Você partiu,

como se diz,
para o outro mundo.

Vácuo. . .

Você sobe,
entremeado às estrelas.

Nem álcool,

nem moedas.
Sóbrio.
Vôo sem fundo.

[...]


Olho -

sangue nas mãos frouxas,
você sacode
o invólucro
dos ossos.

[...]


Pare,

basta !
Você perdeu o senso? -

Deixar

que a cal
mortal
Ihe cubra o rosto?

Você,

com todo esse talento
para o impossível;
hábil
como poucos.

Por quê?

Para quê?
Perplexidade.

- É o vinho!

- a crítica esbraveja.

Tese:

refratário à sociedade.
Corolário:
muito vinho e cerveja.

Sim,

se você trocasse
a boêmia
pela classe;

A classe agiria em você,

e Ihe daria um norte.
E a classe
por acaso
mata a sede com xarope?

Ela sabe beber -

nada tem de abstêmia.

[...]


Agora

para sempre
tua boca
está cerrada.

Difícil

e inútil
excogitar enigmas.

[...]


O tempo é escasso -

mãos à obra.

Primeiro

é preciso
transformar a vida,
para cantá-la -
em seguida.

Os tempos estão duros

para o artista:
Mas,
dizei-me,
anêmicos e anões,
os grandes,
onde,
em que ocasião,
escolheram
uma estrada
batida?

General

da força humana
- Verbo -
marche!

Que o tempo

cuspa balas
para trás,
e o vento
no passado
só desfaça
um maço de cabelos.

Para o júbilo

o planeta
está imaturo.

É preciso

arrancar alegria
ao futuro.

Nesta vida

morrer não é difícil.
O difícil
é a vida e seu ofício.


À minha coisa preta com marrom e branca, inesquecível. Ficam os ensinamentos que, sim, foram muitos. Adeus, ou melhor, até logo.

sábado, 6 de março de 2010

No post anterior, a minha intenção era apenas de fazer com que os poucos leitores deste blog rissem, às minhas custas. Caso o efeito tenha sido reverso, desculpem-me. E, se soei precoceituosa, inocente ou burra mesmo, apenas as duas últimas opções eram buscadas. Tenho dito.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Primeiro post-aventureiro do ano


Era um dia de estágio como outro qualquer. Às 18h, pontualmente, eu encerrei o expediente e, ao sair de lá, me dirigi à parada de ônibus. Só que, desta vez, resolvi pegar um outro ônibus, cuja rota, haviam me dito, incluía o Centro Administrativo, que é muito mais próximo da minha casa do que a Primeira Igreja Batista (além de infinitamente menos perigoso).

Certa de que, muito antes das 19h eu já estaria em casa, assim que o ônibus parou, subi. Triunfante, fiquei logo ali na frente, pra logo pedir parada e descer. Só que o ônibus não chegava no CM e, a cada passada de marcha, meu coração acelerava mais ainda.


“Tudo bem, já já chego lá”, pensei eu, iludida. Só que, ao invés de ir para Jaguaribe, o ônibus pegou a avenida principal de Cruz das Armas. “Certo, ele vai dar a volta daqui a pouco”, tentei me acalmar novamente. Quando vi que o ônibus não foi em direção às três lagoas (parte da cidade que me dá nos nervos), tranqüilizei.


Porém, o ônibus não voltava! E eu fui ficando a cada parada mais nervosa. E os bairros? Bem, basta dizer que eu não conseguia identificá-los de primeira. Foi preciso olhar atentamente as ruas em busca de algo que me informasse de onde se tratava. Assim, graças a Lan houses, lanchonetes, mercadinhos e oficinas, descobri que conheci os bairros antes visto apenas em programas policiais, como Jardim Veneza, Bairro das Indústrias e o Loteamento Cidade Verde (Sim, loteamento!).


Agora, dá pra imaginar a minha angústia? Num momento, eu estava super feliz ao pensar que logo estaria no aconchego da minha humilde residência, comendo a comida gostosa e quentinha da minha mamãe e brigando com a minha irmã, mas o destino (ok, minha falta de atenção) me disseram “not today, honey”. Nunca imaginei que iria sentir tanta falta das brigas com a minha irmã!


Depois de intermináveis 45 minutos no ônibus (aproximadamente), chegamos à parada final. Lá, criei coragem e perguntei ao cobrador se o ônibus ainda iria ao Centro da cidade. Segue o breve diálogo:


- Qual lugar do centro a senhora quer ir?
- Ah, moço, eu queria ir pro Centro Administrativo, mas a gente não passou lá – disse eu, com a maior cara de entendida das paradas de ônibus da cidade.
- Passamos sim, senhora! (acho que nessa hora ele quis rir da minha cara, mas se conteve)
- Mas, como, se eu não vi? (aqui eu vi, definitivamente, um risinho)
- É que passamos na rua de trás, nas trincheiras.
(Tive vontade de morrer quando ele disse isso, mas superei e soltei um...)
– Ah, por isso não reconheci!


Sim, senhoras e senhores. Isso foi tudo o que consegui dizer. Matem-me, pois mereço a morte depois disso. E tem mais:


- Olha, mas a gente passa na Vasco da Gama – ele ainda disse. Eu, com as esperanças renovadas, já que moro muito mais próximo ainda à Vaso da Gama, quase sorri.
- Ah, então ta certo, moço, obrigada – ainda fui educada – Mas, o senhor sabe me dizer se vai demorar muito ainda? - Não, vai não, senhora.

“Ufa!”, eu pensei. “Daqui a meia hora, se Deus quiser, estarei em casa!”. E, assim foi. Acredito que em menos de meia hora, na verdade, eu já estava em casa contando essa mesma história à minha mamãe e minha irmã, que, obviamente, ficaram num misto de alívio (por nada de mais ter me acontecido), raiva (pela minha burrice) e riso (porque é melhor do que chorar, eles dizem).


Nessa minha aventura rumo ao gueto de João Pessoa, acabei descobrindo muitas coisas interessantes. Aqui listarei algumas:


1. Quanto mais pobreza num lugar, mais igrejas se instalam ali e prometem mundos e fundos;

2. Jaguaribe não é gueto nem aqui e nem na China;

3. Não importa qual bairro seja, mas ele tem mais ônibus do que Jaguaribe. Fato!;

4. Sabe aqueles indivíduos que, quando passam ao seu lado na rua, você tem vontade de mudar de calçada pra não ser assaltada? É só o que você encontra nesses lugares;
5. Deus existe;
6. Eu prefiro minha mãe reclamando da mesma coisa mil vezes a voltar pra qualquer um desses bairros novamente;

7. Quem quer ser esperto, acaba se lascando (acho que tem um ditado pra isso, mas não sei qual é);
8. Só acontecendo uma dessas pra eu escrever no meu blog amado (e levemente esquecido hehe).

domingo, 8 de novembro de 2009

Just dance!




Não lembro se já mencionei em posts anteriores, mas eu não sei dançar. Então, vocês devem imaginar o tormento que é, pra mim, ir a alguma festa. Qualquer festa. Mesmo entre amigos mais próximos, dançar (no meu caso, tentativa mal sucedida de dança) é algo de extrema dificuldade. E isso porque, Deus, como um grande humorista que é, só me dá amigos pés de valsa. Parece até um propósito: eles dançam, e bem, de tudo um pouco, seja homem ou mulher. Sim, isso é realmente muito engraçado, Deus. HA HA.

Mas, continuando a minha trajetória da dança, isso já é sabido desde que eu era uma criancinha feliz e serelepe. Minha mãe, tadinha, me comprava fantasias no carnaval, mas eu só pulava (ao som de frevo, claro!). Além disso, ela (e meu pai também ajudou nessa parte) comprava milhares de fitas k7 (as falecidas!) pra eu dançar em casa, mas o máximo que eu fazia era decorar as letras das músicas. Me matricularam no ballet. Um fracasso. Fiz dança na escola. Preciso dizer que foi uma experiência desagradável? Até tentei dançar num projeto gratuito do bairro, mas só pra confirmar o que neguei durante tantos anos: danço tanto quanto um cabo de vassoura, com a diferença de que um cabo de vassoura ainda serve pra alguma coisa. Sou tão flexível quanto uma barra de ferro. Tenho tanta ginga quanto gringo no carnaval carioca. O único molejo que eu conheço é aquele grupo com a famosa música da vassoura (valeu, Andréziiiiiiiin!).

Assim, é fácil assumir que minha vida social é bem limitada. NOT! Afinal de contas, não é uma coisa tão ridícula quanto não saber dançar que me impede de sair pra festas, shows e algo que o valha. Além do mais, sou nordestina e, pela cultura local, eu deveria, no mínimo, saber dançar forró, maracatu, coco e ciranda. No mínimo! Tá, ciranda, uma coisa bem atirei-o-pau-no-gato até que vai. Os demais, bem, basta dizer que nem vale a tentativa. Tentei aprender a dançar coco no Enecom 2009. Digamos que se minha vida dependesse disso, estaria no Boa Sentença há um bom tempo. Forró só vai no básico dois pra lá – dois pra cá. E sem relaxar, senão eu erro, piso no pé do meu par e é aqueeeela vergonha! Maracatu, devido a sua visível dificuldade, deixo a tentativa pra posteridade.

Porém, apesar disso tudo, sou persistente (teimosa seria mais apropriado). Sempre que vou a algum lugar com música, não tem jeito. Simplesmente não consigo ficar parada! Começo mexendo o dedão. Um passo pra frente, outro pra trás. Balanço a cabeça. Fecho os olhos. Dou um sorrisinho cúmplice. Pronto. Essa é a minha evolução. Mas, é claro que tenho uma carta na manga. Uma dança coringa, que serve pra todas as situações. Tá, é um passo completamente escrachado, mas faz as pessoas rirem e eu me divirto também. E acho que, no fim das contas (e da festa), é isso o que conta. Já que eu não sei nem andar (né, Luciano?), vou dançando como posso e sem perder o bom humor e a diversão.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Desabafo

E daí? Quem se importa se o mundo é difícil? Quem liga se as coisas simplesmente dão errado? Conhece a lei de murphy? Muito prazer!
Não escrevo isto porque uma coisa deu errado pra mim. Muita coisa deu errado, na verdade, e eu apenas estou farta disso. Porque por mais que se faça o correto, parece que o contrário lhe persegue. E aí, quando você erra, mesmo que não seja proposital, o que parecia que não poderia piorar, adivinha? Piora!
E aí você perde, amigo. E o mundo não é para perdedores, não é? Mas, o que acontece se só um ganha no final? Para onde vão os perdedores, afinal? Para a rua da amargura ou (quem sabe?) para o céu? Não sei.
Se eu pudesse, voltaria o tempo. Voltaria ao meu primeiro erro, minha primeira falha e a consertaria. Será que isso resolveria o tanto de erro que cometo hoje em dia? Ou, mais importante: será que dá pra compensar o que fiz ultimamente?
Se alguém souber as respostas a essas perguntas, favor responder. Se não, junte-se a mim e a este post insuportavelmente dramático e desnecessário.
Só queria desabafar. Obrigada.